No início de junho, uma queda mundial de internet deixou inúmeras páginas sem acesso ou com serviço limitado, incluindo a de gigantes como a Amazon, Pinterest, HBO Max, Reddit e Spotify. A interrupção durou cerca de uma hora – tempo suficiente para gerar debates sobre o tema em todos os continentes, além de prejuízo às empresas. Mas como tantos sites de países e empresas diferentes podem ser afetados pelo mesmo bug? É aí que entra a importância da CDN. 

Afinal, o que é CDN?

Content Delivery Network (CDN) ou Rede de Distribuição de Conteúdo é um conjunto de servidores distribuídos geograficamente que trabalham alinhados para oferecer entrega de conteúdo de internet de forma rápida. Esta rede permite uma transferência mais ágil dos ativos necessários para carregar o conteúdo online, incluindo vídeos, imagens, páginas HTML ou arquivos em javascript. Hoje, a maior parte do tráfego é distribuído por CDNs – cerca de 71% do fluxo deste ano, de acordo com estudo da Cisco

Como funciona?

Uma CDN possui servidores em pontos estratégicos para troca de tráfego na internet (IXPs) entre redes – principais locais onde provedores diferentes se conectam para fornecer um acesso mútuo ao fluxo originado em suas redes. As CDNs localizam Data Centers em locais estratégicos no mundo inteiro, aprimoram a segurança e são projetadas para sobreviver a diversos tipos de falhas e congestionamentos na internet, reduzindo custos e tempo de trânsito da entrega de dados. 

Por exemplo, você está no Brasil, mas gosta de ler notícias do jornal americano New York Times. Embora a sua internet seja perfeitamente capaz de transferir a página da web do EUA para o Brasil, há um atraso inevitável (talvez algumas centenas de milissegundos). Pode parecer um tempo imperceptível, no entanto, em sites que geralmente contêm muitos elementos, quando combinados, a melhoria de velocidade por meio de CDNs pode ser significativa. 

A experiência para o usuário pode ser até dez vezes mais rápida se uma cópia da página (ou elementos de seu conteúdo) puder ser mantida no Brasil e entregue sob demanda. E é aí que entra o serviço das CDNs. 

Quanto mais online o mundo, maior o desafio

A pandemia acelerou o acesso remoto, aumentando o volume de tráfego e as ameaças à segurança. E isso tornou o trabalho das CDNs ainda mais desafiador. Em qualquer lugar do mundo, em qualquer tipo de dispositivo, a qualquer hora do dia, as pessoas buscam uma experiência ágil e fluida online, de maneira segura e confiável. 

O consumo de conteúdo de vídeo – em todos os tipos de dispositivo – ilustra bem este cenário. Do segundo trimestre de 2019 ao segundo trimestre de 2020, o consumo global de vídeo aumentou 63% em geral em dispositivos de TV conectados, tablets, consoles de jogos e celulares. Já as TVs inteligentes tiveram um crescimento surpreendente de 239% ano a ano. 

A Lumen lançou recentemente o CDN Orchestrator, uma solução para gerenciar múltiplas CDNs de forma simultânea, disponível também em dispositivos móveis. Este projeto faz parte de uma iniciativa estratégica em grande escala para simplificar o processo de integração e tornar nossa base de código mais eficiente em todo o ecossistema de dispositivos. 

A entrega de conteúdo, principalmente mídias, envolve interações complexas e nós, da Lumen, acreditamos na utilização de recursos em cada etapa dessa jornada para aprimorar a experiência do usuário. Conseguimos ajudar a proporcionar experiências ágeis, que atendem às altas demandas, pois nossa rede de fornecimento de CDN está apoiada à nossa espinha dorsal, que é rede de IP (com 720 mil km de rotas de fibra atendendo mais de 60 países), atuando aliada a serviços de Mesh Delivery e de computação de borda de alta capacidade. 

Dessa forma, oferecemos uma plataforma global rápida e segura para aplicações e dados, para ajudar empresas, governos e comunidades a fornecer experiências surpreendentes – e sem interrupções.

Jon Paul "JP" McLeary

Autor:
William Maruiama
Business Development Manager
Lumen, Brasil

Especialista de CDN na Lumen focado em novos negócios, com 20 anos de experiência no setor de TI, em empresas como Microsoft, Oracle e SAP.

 

 

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