Muito se ouviu sobre a nuvem nos últimos tempos, sobre preferir uma pública, uma privada ou uma híbrida. O que é uma nuvem híbrida senão a combinação de um ou mais ambientes de nuvens públicas e privadas, permitindo maior controle e agilidade destas? 

Mas, qual modelo de nuvem híbrida funciona para sua empresa? A determinação de como desenhar uma nuvem híbrida depende de como sua empresa utiliza a computação e as comunicações.  À medida que a tecnologia muda, colocar estas novas soluções em funcionamento permite às empresas transformar a maneira que operam hoje e dar um novo impulso a seus processos. 

Segundo o mais recente estudo da IDC, FutureScape: Indústria de TI mundial 2022, Previsões[1] – Implicações na América Latina para 2023, 80% das empresas usarão serviços ligados à nuvem. 

Uma infraestrutura na nuvem permite que as empresas sejam adaptáveis, escaláveis e resilientes, as aproxima das tecnologias digitais mais recentes e facilita a inovação necessária para atingir os objetivos das linhas de negócios. 

Um exemplo de nuvem híbrida é o de uma nuvem privada (em seu próprio centro de dados ou com um parceiro de hosting) contendo os dados críticos, e o restante da informação como parte de uma nuvem pública.  

É por isto que as nuvens híbridas permitem às empresas implementar cargas de trabalho em ambientes de TI privados ou em nuvens públicas e movimentar-se entre eles conforme as necessidades de computação e os custos forem mudando. 

Um relatório da Gartner[2] prevê que a indústria de nuvem crescerá imensamente nos próximos anos e finalmente representará mais de 45% de todo o gasto corporativo em TI até 2026.  As tendências (ubiquidade da nuvem, ecossistemas regionais de nuvem, sustentabilidade e infraestrutura automatizada CIPS) estão impulsionando este aumento massivo na quantidade de dinheiro gasto na nuvem pública. De fato, a consultoria prevê que a receita global ligada à nuvem atingiria 474.000 milhões de dólares em 2022[3]

Como cada empresa é diferente, não há forma correta ou incorreta de adotar esta tecnologia.  Em geral, TI precisa de uma boa quantidade de capital e a empresa desejará obter um bom retorno de seu investimento. Uma implementação de nuvem híbrida trata-se de eficiência; compartilho aqui mais detalhes sobre os benefícios de adotá-la: 

  • Baixa Latência. Edge Computing promete revolucionar a latência, com respostas quase em tempo real. Será muito útil poder processar perto de onde ocorrem transações, por exemplo, para a Internet das Coisas (IoT), já que os dados não viajarão longas distâncias até um Data Center, uma vez que o processamento de grandes volumes de informações é feito o mais próximo possível do usuário ou da fonte no campo que os produziu. O resultado final disso é: maior velocidade na geração de informações para tomada de decisão.
  • Investimentos de TI reduzidos. Uma nuvem híbrida envolve uma combinação de investimentos em infraestrutura, com o pagamento pelo uso dos recursos da nuvem pública. É por isto que a arquitetura de uma infraestrutura híbrida fornece o melhor dos dois mundos. Além disto, a administração centralizada permite uma produtividade melhor.
  • Espaço de armazenamento. Os depósitos de dados são um dos componentes mais diversos, dinâmicos e sensíveis à localização geográfica da infraestrutura de TI e por isto é imprescindível contar com a ampla gama de soluções que o modelo de nuvem híbrida oferece para poder implementar uma solução de gestão de dados eficiente e alinhada às regras que os regem.
  • Escalabilidade e flexibilidade. A ideia de uma nuvem híbrida é que as cargas de trabalho estáticas sejam executadas dentro da infraestrutura corporativa (nuvem privada), enquanto as cargas de trabalho mais flexíveis possam ser enviadas a uma nuvem pública.
  • Por último, possuir serviços mais rápidos. A nuvem lhe ajuda a adaptar-se às necessidades de computação sob demanda. Não é necessário adquirir hardware adicional e contratar uma equipe para administrá-lo.

Implementar a nuvem híbrida será um passo fundamental para expandir as capacidades das empresas, aumentar a agilidade de TI com conexões sem complicações e seguras aos provedores de nuvem mais importantes, e para uma gestão flexível das nuvens públicas, das nuvens privadas e de TI, além de enfrentar os desafios impostos pela 4ª Revolução Industrial.

[1] https://www.bloomberglinea.com/2022/01/09/estas-son-las-5-tendencias-que-se-impondran-en-el-2022-en-la-industria-ti/ 

[2] https://www.gartner.com/en/newsroom/press-releases/2020-11-17-gartner-forecasts-worldwide-public-cloud-end-user-spending-to-grow-18-percent-in-2021

[3] https://www.ituser.es/cloud/2021/12/cloud-crecera-como-pilar-que-sustenta-las-nuevas-experiencias-digitales-segun-gartner  

Jon Paul "JP" McLeary

Autor:
Gabriel del Campo
Vice-Presidente Regional de Serviços de Data Center, Cloud & Segurança
Lumen, LATAM

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