No mundo atualmente, mais de 4,9 bilhões de pessoas contam com uma conexão à Internet, o que representa mais de 60% da população mundial. No entanto, em muitos casos esta conectividade é pouco confiável, seja por ser lenta demais, cara demais, ou ambos os motivos. 

No contexto do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação (17 de maio), a aspiração de alcançar uma conectividade universal eficaz torna-se mais evidente do que nunca.

De fato, o Gabinete do Enviado do Secretário Geral das Nações Unidas para a Tecnologia, e a União Internacional de Telecomunicações (UIT), anunciaram um novo conjunto de metas das Nações Unidas que têm como objetivo alcançar a conectividade universal e eficaz até 2030.

Estas metas priorizam a universalidade, a tecnologia e a acessibilidade, para que todos possam beneficiar-se integralmente da conectividade.  Entretanto, como observou o Secretário Geral da UIT, Houlin Zhao, “a conectividade universal por si só não é suficiente para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável[1]”.

No mundo atualmente, mais de 4,9 bilhões de pessoas contam com uma conexão à Internet, o que representa mais de 60% da população mundial.  No entanto, em muitos casos esta conectividade é pouco confiável, seja por ser lenta demais, cara demais, ou ambos os motivos.  

Esta carência leva os usuários a compartilhar dispositivos ou, simplesmente, a não conseguir aproveitar ao máximo o potencial de televisões inteligentes, smartphones, wearables, computadores pessoais ou serviços digitais que poderiam contratar, seja para fins profissionais ou de entretenimento.

Esta realidade nos obriga a nos concentrarmos na dimensão qualitativa do desafio de alcançar uma conectividade digital universal e eficaz, e que não basta levar conexões para todos os cantos, mas que estas devem ser rápidas, robustas, estáveis e seguras.

Até 2030, as metas da UIT estabelecem que as conexões de banda larga deverão ser superiores a 10 Mb/s. No caso das escolas, estas devem ser no mínimo de 20 Mb/s. Se atualmente a capacidade técnica nos permite contar com conexões de fibra óptica com velocidades que partem dos 300 Mb/s, claramente estamos reduzindo as lacunas em matéria de qualidade, o que significa que nossos esforços como indústria de telecomunicações devem concentrar-se na expansão territorial da infraestrutura tecnológica, desde conectar zonas geográficas isoladas ou de difícil acesso até aumentar a capilaridade dos pontos de conexão nos centros urbanos. 

Além disto, as conexões devem se tornar cada vez mais acessíveis para todos.  Neste sentido, a Comissão de Banda Larga das Nações Unidas propõe que o custo mensal do serviço básico de banda larga seja inferior a 2% da renda per capita mensal.  Como segundo passo nesta meta de acessibilidade, o custo de conexão à Internet com um padrão mínimo de qualidade não deve exceder 2% da renda média dos 40% mais pobres da população.

Felizmente, os provedores de telecomunicações, em geral, possuem a capacidade técnica e comercial para oferecer tecnologias cada vez melhores, mais acessos, e preços mais atraentes para seus clientes, demonstrando que o avanço em direção a conexões mais acessíveis para todos é claramente um processo em desenvolvimento.

Alcançar uma conectividade universal eficaz até 2030 é o desafio a ser vencido, portanto é fundamental orientarmos nosso trabalho para atingir este objetivo e contribuir com o progresso de nossas sociedades.

[1] https://www.itu.int/es/mediacentre/Pages/PR-2022-04-19-UN-targets-universal-meaningful-connectivity.aspx 

Michael Lawson

Autor:
Leonardo Barbero
Vice-presidente Sênior de Produto, Gestão de Acesso e Planejamento de Redes
Lumen LATAM

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